Passaram sede durante um dia de verão muito quente enquanto pastavam as ovelhas numa pastagem longe de casa. Nesse dia Jacinta teve dores de cabeça. Francisco persuadiu-a para que aceitasse aquelas dores como um sacrifício pela conversão dos pecadores.

sofrimento como um sacrifício a Jesus pela conversão dos pecadores, ele dizia: “Ó meu Jesus, é por Vosso amor e pela conversão dos pecadores” e Jacinta dizia “Ó meu Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, pelo Santo Padre e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.

Depois de terem sido interrogados por três cavalheiros, em jeito de despedida, pediram-lhes ainda para se resolverem a contar o segredo senão o Sr. Administrador estaria disposto a matá-los. A Jacinta não se deixou intimidar e respondia que dessa maneira iam para o Céu mais cedo.
Quando uma tia de Lúcia se propôs a levá-los para sua casa, para evitar o Administrador de Ourém e o que ele poderia fazer, os três negaram a sua proposta e responderam que se os matassem, iriam para o Céu.

O estado de saúde do Francisco e da Jacinta começou a agravar-se. A Jacinta não dizia à sua mãe os seus sintomas, sentia uma grande dor no peito, e oferecia aquele sofrimento por Nosso Senhor, em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria, pelo Santo Padre e pela conversão dos pecadores.
Jacinta mencionou que certa noite ofereceu muitos sacrifícios a Nosso Senhor, não sabia quantos, porque teve muitas dores e nunca se lamentou.

O Francisco sofria em silêncio e com paciência, fazia os mesmos sacrifícios de Jacinta e Lúcia e poucas vezes lhes sugeria alguma coisa. Sofria tudo por amor a Nosso Senhor e a Nossa Senhora. A prática penitencial da corda e os jejuns foram substituídos pela sua doença.

A Jacinta fazia ainda o sacrifício de contrariar a vontade, por exemplo, quando a mãe lhe deu a escolher entre tomar leite ou comer uvas, escolheu o leite de que não gostava.
Certa noite fez o sacrifício de não se voltar na cama e por isso não conseguiu dormir nada.

Jacinta esteve internada nos hospitais de Vila Nova de Ourém e Lisboa.
Muito antes ter sido tomada a decisão de internamento hospitalar, ela já sabia, da parte de Nossa Senhora, que ia ser internada em dois hospitais e contou a Lúcia: “Nossa Senhora quer que eu vá para dois hospitais; mas não é para me curar, é para sofrer mais por amor de Nosso Senhor e pelos pecadores”.

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