Os deveres de Jacinta

A Jacinta não conseguiu guardar segredo sobre o que lhe fora revelado da parte de Nossa Senhora durante as aparições. Na sua casa revelou que Nossa Senhora prometeu levá-los para o Céu.

Não deixava escapar nenhuma ocasião para fazer sacrifícios pela conversão dos pecadores.

A Jacinta parecia insaciável na prática do sacrifício.

Quando foi interrogada pela Sr. Pe. Manuel M. Ferreira em fim de maio de 1917 não disse mais do que duas ou três palavras.
Posteriormente em resposta a Lúcia disse que o fez porque prometera não dizer mais nada a ninguém.

Nossa Senhora ensinou-os a oferecer os seus sacrifícios a Jesus e sempre que faziam um sacrifício ou que passavam por uma prova de sofrimento, a Jacinta dizia: “Ó Jesus, é por Vosso amor e pela conversão dos pecadores”.

Depois de ter tomado conhecimento sobre o Santo Padre acrescentou à sua menção: “e pelo Santo Padre”, ou seja, “Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e pelo Santo Padre”.
No fim de cada terço rezava ainda três Avé Marias pelo Santo Padre.

Jacinta preferia morrer a ter de contar os segredos que não deveriam revelar.

O baile era um dos grandes divertimentos de Jacinta, por vezes até bailava sozinha, mas a partir daquele momento tornou-se seu desejo não bailar mais e ofereceu aquele sacrifício a Jesus. O seu desejo concretizou-se e acabaram-se os bailes.

O baile era um dos grandes divertimentos de Jacinta, por vezes até bailava sozinha, mas a partir daquele momento tornou-se seu desejo não bailar mais e ofereceu aquele sacrifício a Jesus. O seu desejo concretizou-se e acabaram-se os bailes.

Depois constatou-se que as circunstâncias da vida daquelas pessoas mudou para melhor: adotaram uma atitude mais razoável, obtiveram curas para as suas doenças e resolveram problemas familiares e profissionais. Algumas daquelas pessoas regressaram mais tarde e agradeceram as graças que lhes foram concedidas.

Para Jacinta era um sacrifício ficar sem a companhia de Lúcia.

Quando Jacinta esteve no hospital e Lúcia a visitou, respondeu-lhe que sofria muito, mas oferecia todo o seu sofrimento pelos pecadores e pela reparação do Imaculado Coração de Maria e bendizia a Nosso Senhor e a Nossa Senhora.

Jacinta voltou do hospital para casa dos pais com uma grande ferida aberta no peito cujos curativos diários lhe causavam sofrimento, mas não se lamentava. Causava-lhe mais transtorno as visitas e interrogatórios frequentes das pessoas que a procuravam.
Causava-lhe mais transtorno as visitas e interrogatórios frequentes das pessoas que a procuravam.

No dia da partida para o hospital de Lisboa sofreu muito, abraçou Lúcia e enquanto chorava disse-lhe em jeito de pergunta que nunca mais a veria, nem os irmãos, nem os pais, nem mais ninguém e finalmente morreria sozinha.

Jacinta desejava fazer o esforço de pensar porque quanto mais pensava, mais sofria, mas fazia-o por amor a Nosso Senhor e pelos pecadores.
Por vezes beijava um crucifixo e abraçando-o dizia: “Ó meu Jesus, eu Vos amo e quero sofrer muito por Vosso amor”. Outras vezes dizia: “Ó Jesus, agora podes converter muitos pecadores porque este sacrifício é muito grande”!

Afirmava que não precisava de nada, quando tinha sede preferia não beber, oferecendo esse sacrifício a Jesus pelos pecados, não se lamentava de seus sofrimentos e não queria que ninguém soubesse que sofria para não se afligirem.

Um dos sacrifícios de Jacinta era o de não evitar as pessoas que os procuravam, deixava que a abordassem, mas mantinha-se em silêncio quando lhe perguntavam algo que não gostaria de responder.

Jacinta passava longos períodos de tempo a rezar a jaculatória: “Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as alminhas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem” e por vezes chamava pelo Francisco ou pela Lúcia e perguntava-lhes se estavam a rezar com ela e relembrava-os que era necessário rezar muito para livrar as almas do inferno e finalizava exclamando que iam muitíssimas almas para o inferno.

Os deveres de Lúcia

Lúcia sentia-se amargurada, desprezada e insultada pela própria família.
Sua mãe insistia cada vez mais para que fosse confessar que a aparição de maio era mentira. Todas esses sofrimentos eram sacrifícios que oferecia a Deus e a faziam sentir-se aleviada.
Nossa Senhora consolou-a e encorajou-a, acrescentando que nunca a deixaria e o Imaculado Coração de Maria seria o seu refúgio e o caminho que a conduziria a Deus.
A Jacinta também a consolou e explicou-lhe que aqueles sacrifícios eram concerteza os que tinham sido anunciados pelo Anjo da Paz e serviam para reparar a Deus e converter os pecadores.

Quando o pároco da freguesia soube dos acontecimentos, das aparições de maio e junho, mandou dizer à mãe de Lúcia que a levasse a sua casa.
A mãe de Lúcia aproveitou a ocasião para pressionar Lúcia a confessar que tinha mentido.
Depois do interrogatório, o Pároco não se sentiu convencido de que aquelas revelações tivessem vindo do Céu.
Considerou que poderiam ter sido enganados pelo demónio e esperava que o futuro lhes revelasse algo mais concreto.

A Lúcia sentia um desgosto tremendo sempre que uma das suas irmãs a chamava para falar com alguém que tinha vindo à sua procura.
Consolova-se oferecendo aquele desgosto como um sacrifício a Deus.

Quando a mãe de Lúcia lhe batia, justa ou injustamente, oferecia esse sofrimento como um sacrifício a Deus.

Lúcia recebeu a visita de um homem muito alto que lhe causava medo. Ele pediu-lhe que o acompanha-se ao local das aparições. Aí, os dois, rezaram um terço e ele pediu uma graça a Nossa Senhora.
Depois de o homem ter ido embora, Lúcia continuou assustada.
Mais tarde, na aparição de 13 de outubro, voltou a ver o tal homem.
Lúcia ficou surpreendida, a graça que ele tinha pedido concretizou-se e voltara para pedir uma benção.

A Lúcia era uma católica devota, assídua às suas obrigações religiosas.
Por vezes, a necessidade de uma confissão tornava-se um sacrifício, para além disso, preferia confessar-se a um sacerdote de fora.

Quando a mãe de Lúcia ficou gravemente doente, ao ponto de a julgarem uma agonizante, todos os seus filhos lhe foram pedir uma, suposta, última benção. Quando chegou a vez de Lúcia, sua mãe ficou muito transtornada ao ponto de suas irmãs a terem retirado do quarto e proibido de lá voltar, tal era o desgosto em que viam sua mãe de tal forma perturbada. Lúcia sentiu-se profundamente amargurada e ofereceu aquele sacrifício a Deus.
Quando as duas irmãs mais velhas de Lúcia viram sua mãe sem nenhumas melhorias, puseram Lúcia à prova: se ela de facto viu Nossa Senhora, então peça-Lhe a cura de sua mãe. Lúcia podia prometer o que ela bem entendesse.
Se a cura se concretizasse, elas pagariam a sua promessa (fariam o que Lúcia prometera) e acreditariam nas aparições de Nossa Senhora. Lúcia pediu a Nossa Senhora a cura de sua mãe.
Ao fim de três dias o seu pedido concretizou-se e elas pagaram a promessa de Lúcia.

Quando o pai de Lúcia morreu, ela ficou profundamente transtornada, a sua dor era tal que chegou a considerar que também estaria a morrer.
Ofereceu aquele sofrimento por amor a Deus, em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria, pelo Santo Padre e pela conversão dos pecadores.

Lúcia considerou uma aurora boreal como sendo o sinal previamente anunciado de que a guerra ia começar. Começou a promover a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados e a Consagração da Rússia.

Jacinta relembrou Lúcia do seu dever de propagar a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Diz-lhe que quando o fizer não se deve esconder e deve dizer ainda a toda a gente que Deus nos concede as graças por meio do Imaculado Coração de Maria e é a quem as devem pedir.
O Sagrado Coração de Jesus quer que ao seu lado se venere o Imaculado Coração de Maria.

Jesus quer servir-se de Lúcia para que conheçam e amem a Nossa Senhora.

Os deveres de Francisco e Jacinta

Passaram sede durante um dia de verão muito quente enquanto pastavam as ovelhas numa pastagem longe de casa. Nesse dia Jacinta teve dores de cabeça. Francisco persuadiu-a para que aceitasse aquelas dores como um sacrifício pela conversão dos pecadores.

sofrimento como um sacrifício a Jesus pela conversão dos pecadores, ele dizia: “Ó meu Jesus, é por Vosso amor e pela conversão dos pecadores” e Jacinta dizia “Ó meu Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, pelo Santo Padre e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.

Depois de terem sido interrogados por três cavalheiros, em jeito de despedida, pediram-lhes ainda para se resolverem a contar o segredo senão o Sr. Administrador estaria disposto a matá-los. A Jacinta não se deixou intimidar e respondia que dessa maneira iam para o Céu mais cedo.
Quando uma tia de Lúcia se propôs a levá-los para sua casa, para evitar o Administrador de Ourém e o que ele poderia fazer, os três negaram a sua proposta e responderam que se os matassem, iriam para o Céu.

O estado de saúde do Francisco e da Jacinta começou a agravar-se. A Jacinta não dizia à sua mãe os seus sintomas, sentia uma grande dor no peito, e oferecia aquele sofrimento por Nosso Senhor, em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria, pelo Santo Padre e pela conversão dos pecadores.
Jacinta mencionou que certa noite ofereceu muitos sacrifícios a Nosso Senhor, não sabia quantos, porque teve muitas dores e nunca se lamentou.

O Francisco sofria em silêncio e com paciência, fazia os mesmos sacrifícios de Jacinta e Lúcia e poucas vezes lhes sugeria alguma coisa. Sofria tudo por amor a Nosso Senhor e a Nossa Senhora. A prática penitencial da corda e os jejuns foram substituídos pela sua doença.

A Jacinta fazia ainda o sacrifício de contrariar a vontade, por exemplo, quando a mãe lhe deu a escolher entre tomar leite ou comer uvas, escolheu o leite de que não gostava.
Certa noite fez o sacrifício de não se voltar na cama e por isso não conseguiu dormir nada.

Jacinta esteve internada nos hospitais de Vila Nova de Ourém e Lisboa.
Muito antes ter sido tomada a decisão de internamento hospitalar, ela já sabia, da parte de Nossa Senhora, que ia ser internada em dois hospitais e contou a Lúcia: “Nossa Senhora quer que eu vá para dois hospitais; mas não é para me curar, é para sofrer mais por amor de Nosso Senhor e pelos pecadores”.

Os deveres de Francisco, Jacinta e Lúcia

Jacinta persuadiu Francisco e Lúcia para o facto de terem de rezar o terço e fazer sacrifícios pela conversão dos pecadores como Nossa Senhora lhes pediu.

O Francisco teve a ideia de darem as suas merendas às ovelhas e passarem fome. Aceitaram e passaram o dia em jejum.

Da iniciativa da Jacinta deram as suas merendas a umas crianças que andavam a pedir de porta em porta. Esse ato de caridade tornou-se frequente e em alternativa comiam pinhões, raízes de campainhas, amoras, cogumelos, umas coisas que colhiam na raiz dos pinheiros e fruta das propriedades de seus pais.

Nossa Senhora pediu-lhes para não revelarem os seus sacrifícios. Lúcia afirmava que dessa forma não os questionariam sobre que tipo de sacrifícios eles faziam.

A mãe de Lúcia sentia-se afligida com o progresso dos acontecimentos, por isso, pediu a Lúcia para dizer ao Sr. Prior que tinha mentido a respeito das aparições e deveria pedir-lhe perdão.
Lúcia contou a Jacinta o que a sua mãe pedira-lhe. Enquanto Lúcia foi a casa do Sr. Prior falar com ele, a Jacinta e o Francisco ficaram a rezar por Lúcia. Mais tarde encontraram-se em casa de Lúcia que afirmou ter contado ao Sr. Prior o que tinha dito a Jacinta antes de sair de casa.
Jacinta ficou feliz com a decisão, encorajou Lúcia para que não tivesse medo e bendisse a Nossa Senhora.

Enquanto os três pastoreavam as ovelhas, num dia sereno, levantou-se um vento forte e viram encaminhar-se sobre o olival uma figura branca e transparente que lhes disse: “Não temais! Sou o Anjo da Paz. Orai comigo”.

Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

O Anjo da Paz pediu-lhes para fazerem aquela oração e Lúcia persuadi-os para guardarem segredo.

Passado bastante tempo surge novamente o Anjo da Paz às três crianças, desta vez, no poço do Arneiro. Recomendou-lhes que orassem muito e que oferecessem constantemente orações e sacrifícios ao Altíssimo.
Lúcia pergunta ao Anjo como se deveriam sacrificar e Ele respondeu que deviam fazer tudo o que estivesse ao seu alcance: “De tudo que puderdes, oferecei a Deus sacrifício em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e súplica pela conversão dos pecadores. Atraí assim, sobre a vossa Pátria, a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo, aceitai e suportai, com submissão, o sofrimento que o Senhor vos enviar”.

Passou novamente bastante tempo até que o Anjo da Paz surgiu novamente. Desta vez tinha um Cálice na mão esquerda sobre o qual estava suspensa uma Hóstia da qual caiam gotas de sangue para dentro do Cálice. O Anjo da Paz deixou o Cálice suspenso no ar, ajoelhou-se junto deles e repetiram três vezes a oração seguinte.

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

Depois levantou-se, pegou no Cálice e na Hóstia. Deu a Hóstia a tomar a Lúcia e o Cálice ao Francisco e à Jacinta e disse em simultâneo: “Tomai e bebei o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus”.

Lúcia retirou-se para um lugar solitário e ofereceu o seu sofrimento a Deus. Por vezes, a Jacinta e o Francisco encontravam Lúcia na sua amargura e os três ofereciam os seus sofrimentos a Deus.

Após Nossa Senhora ter-lhes dito que iam para o Céu, perguntou-lhes: – “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores”?
– “Sim, queremos”. – Assim responderam os três, afirmativamente.
– “Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto”.
Nossa Senhora pediu-lhes para guardarem segredo sobre aquela conversa.

Na aparição de 13 de julho, Nossa Senhora revelou-lhes o segredo e para reanimar o fervor decaído de Lúcia, disse-lhe: “Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei a Jesus, muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.

A Lúcia encontrou um pedaço de corda grossa e áspera caída num caminho, atou-a a um braço e verificou que a corda magoava, então sugeriu que a usassem como um instrumento de penitência e ofereceu aquele sacrifício a Deus. O Francisco e a Jacinta aderiram também àquela prática penitencial, dividiram a corda em três partes e usavam-na atada à cintura. A Jacinta não desistia de usar a corda nem mesmo quando lhe causava mais dor e a persuadiam a retirá-la, reagia assim: “Não! Quero oferecer este sacrifício a Nosso Senhor, em reparação e pela conversão dos pecadores”.

Enquanto a Jacinta apanhava ervas tocou em urtigas que a picaram. Disse aos outros dois que aquelas ervas também poderiam servir para se sacrificarem. Desde então, de vez em quando, apanhavam urtigas, batiam com elas na pele das pernas e ofereciam aquele sacrifício.

Desde a última aparição, a de 13 de outubro, que os videntes eram visitados quase diariamente com pedidos de proteção a Nossa Senhora, orações conjuntas e perguntas. Por vezes, insistiam e Lúcia precisava de fazer um esforço extraordinário para os atender e oferecia o sacrifício a Deus: “É por vosso amor, meu Deus, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria, pela conversão dos pecadores e pelo Santo Padre”.

Os três fizeram o sacrifício de passar sede. A Jacinta e a Lúcia faziam-no pela ocasião de uma novena ou durante um mês inteiro. Uma vez, disse Jacinta: “Nosso Senhor deve estar contente com os nossos sacrifícios, porque eu tenho tanta, tanta sede! Mas não quero beber; quero sofrer por Seu amor”.

Quando os três se prostravam para rezar a oração do Anjo da Paz, o Francisco era o primeiro que se cansava da posição, mas permanecia de joelhos ou sentado, rezando também, até que Jacinta e Lúcia terminassem.

Na aparição de junho, Nossa Senhora pediu-lhes que voltassem àquele local no dia 13 do mês seguinte, que rezassem o terço todos os dias e aprendessem a ler.

Na aparição de julho, Nossa Senhora pediu-lhes que fossem ali no dia 13 do mês seguinte, continuassem a rezar o terço todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz no mundo e o fim da guerra porque só Ela lhes poderia valer.
Nossa Senhora pediu-lhes: “Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.

Nossa Senhora pediu-lhes para irem à Cova da Iria no dia 13 de cada mês e para continuarem a rezar o terço todos os dias, no último mês fará um milagre para que todos acreditem.
Nossa Senhora pediu-lhes ainda para fazerem dois andores, um deveria levá-lo Lúcia, Jacinta e outras duas meninas, o outro andor deveria levá-lo o Francisco e outros três meninos.
Mesmo antes de partir acrescentou: “Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios por os pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas”.

Na aparição de setembro, assim que Nossa Senhora surgiu sobre a azinheira, disse-lhes: “Continuem a rezar o terço todos os dias, para alcançar o fim da guerra.

Em outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus para abençoarem o Mundo. Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda; trazei-a só durante o dia”.

Nossa Senhora revela o futuro ao mundo

“Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.
Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração e a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados.
Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará.
O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz.

Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé, etc. Isto não o digais a ninguém. Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo”.

Nossa Senhora revela o futuro a Jacinta

Jacinta disse a Lúcia que Nossa Senhora tinha vindo para os ver e que muito em breve viria buscar o Francisco para o Céu. Perguntou a Jacinta se ainda queria converter mais pecadores, e ela respondeu afirmativamente. Depois acrescentou que ela ia para um hospital onde sofreria muito pela conversão dos pecadores, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria e por amor a Jesus. Finalmente disse-lhe que Lúcia não ia com ela, sua mãe levá-la-ia para o hospital e depois ficaria lá sozinha.

Nossa Senhora apareceu novamente a Jacinta e disse-lhe que ela ia para outro hospital, da próxima vez ia para Lisboa, não veria mais os seus pais nem a Lúcia, teria ainda muito que sofrer, morreria sozinha, não deveria ter medo e finalmente Nossa Senhora a levaria para o Céu.

Nossa Senhora revela o futuro a Lúcia

Lúcia perguntou a Nossa Senhora sobre a Amélia, uma amiga sua que tinha falecido recentemente. Nossa Senhora respondeu-lhe: “Estará no purgatório até ao fim do mundo”.


Nossa Senhora disse-lhe: “O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus”.

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