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Os deveres de Francisco

O Francisco soube do pedido de Nossa Senhora por meio de Jacinta e Lúcia de que deveria rezar muitos terços, e reagiu assim: “Ó minha Nossa Senhora, terços rezo todos quantos Vós quiserdes”.

O Francisco queria consolar a Nosso Senhor e depois converter os pecadores para que não O ofendessem mais.
Por vezes, ao chegar a Fátima, dizia a Lúcia: “Vai tu à escola. Eu fico aqui na Igreja, junto de Jesus escondido”.

O Francisco era pouco falador e gostava de fazer as suas orações e os seus sacrifícios totalmente sozinho.

Situação atual e a vontade de Deus no presente

Nossa Senhora disse-lhes que iam muitas almas para o inferno.

No final da aparição de 19 de agosto, Nossa Senhora recomendou-lhes novamente o seguinte: “Rezai, rezai muito, e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas”.

Na aparição de 13 de setembro, Nossa Senhora disse-lhes que Deus estava contente com os seus sacrifícios, mas não queria que usassem a corda enquanto dormiam, deveriam usá-la apenas durante o dia. Assim o fizeram, exatamente como Deus lhes pedira.
Assim o fizeram, exatamente como Deus lhes pedira.

Na aparição de 13 de outubro, Nossa Senhora pede o seguinte: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido”.

Nossa Senhora revelou-lhes um segredo que foi dividido em três partes: (1) a visão do inferno, (2) a devoção ao Imaculado Coração de Maria e (3) um cenário da vida do Santo Padre que posteriormente lhe terá sido transmitido por carta.
A visão do inferno segundo a descrição de Lúcia: “Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados em esse fogo, os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em os grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor.
Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros”.

Nossa Senhora acrescentou: “Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior.

Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.
Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração e a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados.
Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja; os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o Meu Imaculado Coração triunfará.
O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz”.

Os três pastorinhos caíram de joelhos, depois de se terem visto a eles próprios em Deus, através da luz que Nossa Senhora lhes direcionou, e repetiram: “Ó Santissima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento.”
Finalmente acrescentou: “Rezem o terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”.

Nossa Senhora disse-lhes: “Jesus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração”.

Lúcia disse que quando Nossa Senhora proferiu as suas últimas palavras, na aparição de junho, abriu as mãos e comunicou-lhes, pela segunda vez, o reflexo daquela luz imensa. “Nela nos víamos como que submergidos em Deus. A Jacinta e o Francisco parecia estarem na parte dessa luz que se elevava para o Céu e eu na que se espargia sobre a Terra.
À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados.
Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação.”

Na aparição de julho, Nossa Senhora deu-lhes uma visão do inferno: “(...) vimos como que um mar de fogo. Mergulhados em esse fogo, os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em os grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor (...). Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e como negros carvões em brasa”.

Nossa Senhora disse-lhes ainda que Deus queria estabelecer a devoção a Seu Imaculado Coração para salvar as almas dos pobres pecadores que caíram no inferno.
Nossa Senhora continuou o seu pedido, disse: “Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior.

Na aparição de outubro Nossa Senhora disse-lhes: “Façam aqui uma capela em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas”.

Lúcia pediu-lhe a cura e conversão de certas pessoas. Nossa Senhora disse-lhe que curaria e converteria alguns, outros não, pois é necessário que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados.

REFER TO OUR LADY OF QUIBEO

Acrescentou: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido”.

Conforme contou Lúcia: “E abrindo as mãos, fê-las refletir no Sol. E enquanto se elevava, continuava o reflexo da Sua própria luz a projetar(-se) no Sol”. Movida por um movimento interior, Lúcia indicou ao povo que olhassem para o Sol.

Quando Nossa Senhora desapareceu no céu, todos viram: “Ao lado do Sol, São José com o Menino e Nossa Senhora vestida de Branco com um manto azul. São José com o Menino pareciam abençoar o Mundo com uns gestos que faziam com a mão em forma de cruz.
Pouco depois, desvanecida esta aparição, vi Nosso Senhor e Nossa Senhora que me dava a ideia de ser Nossa Senhora das Dores. Nosso Senhor parecia abençoar o Mundo da mesma forma que São José.
Desvaneceu-se esta aparição e pareceu-me ver ainda Nossa Senhora em forma semelhante a Nossa Senhora do Carmo”.

Nossa Senhora revela o futuro a Lúcia

Lúcia perguntou a Nossa Senhora sobre a Amélia, uma amiga sua que tinha falecido recentemente. Nossa Senhora respondeu-lhe: “Estará no purgatório até ao fim do mundo”.


Nossa Senhora disse-lhe: “O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus”.

Nossa Senhora revela o futuro a Jacinta

Jacinta disse a Lúcia que Nossa Senhora tinha vindo para os ver e que muito em breve viria buscar o Francisco para o Céu. Perguntou a Jacinta se ainda queria converter mais pecadores, e ela respondeu afirmativamente. Depois acrescentou que ela ia para um hospital onde sofreria muito pela conversão dos pecadores, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria e por amor a Jesus. Finalmente disse-lhe que Lúcia não ia com ela, sua mãe levá-la-ia para o hospital e depois ficaria lá sozinha.

Nossa Senhora apareceu novamente a Jacinta e disse-lhe que ela ia para outro hospital, da próxima vez ia para Lisboa, não veria mais os seus pais nem a Lúcia, teria ainda muito que sofrer, morreria sozinha, não deveria ter medo e finalmente Nossa Senhora a levaria para o Céu.

Nossa Senhora revela o futuro ao mundo

“Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.
Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração e a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados.
Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará.
O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz.

Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé, etc. Isto não o digais a ninguém. Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo”.

Os deveres de Francisco, Jacinta e Lúcia

Jacinta persuadiu Francisco e Lúcia para o facto de terem de rezar o terço e fazer sacrifícios pela conversão dos pecadores como Nossa Senhora lhes pediu.

O Francisco teve a ideia de darem as suas merendas às ovelhas e passarem fome. Aceitaram e passaram o dia em jejum.

Da iniciativa da Jacinta deram as suas merendas a umas crianças que andavam a pedir de porta em porta. Esse ato de caridade tornou-se frequente e em alternativa comiam pinhões, raízes de campainhas, amoras, cogumelos, umas coisas que colhiam na raiz dos pinheiros e fruta das propriedades de seus pais.

Nossa Senhora pediu-lhes para não revelarem os seus sacrifícios. Lúcia afirmava que dessa forma não os questionariam sobre que tipo de sacrifícios eles faziam.

A mãe de Lúcia sentia-se afligida com o progresso dos acontecimentos, por isso, pediu a Lúcia para dizer ao Sr. Prior que tinha mentido a respeito das aparições e deveria pedir-lhe perdão.
Lúcia contou a Jacinta o que a sua mãe pedira-lhe. Enquanto Lúcia foi a casa do Sr. Prior falar com ele, a Jacinta e o Francisco ficaram a rezar por Lúcia. Mais tarde encontraram-se em casa de Lúcia que afirmou ter contado ao Sr. Prior o que tinha dito a Jacinta antes de sair de casa.
Jacinta ficou feliz com a decisão, encorajou Lúcia para que não tivesse medo e bendisse a Nossa Senhora.

Enquanto os três pastoreavam as ovelhas, num dia sereno, levantou-se um vento forte e viram encaminhar-se sobre o olival uma figura branca e transparente que lhes disse: “Não temais! Sou o Anjo da Paz. Orai comigo”.

Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

O Anjo da Paz pediu-lhes para fazerem aquela oração e Lúcia persuadi-os para guardarem segredo.

Passado bastante tempo surge novamente o Anjo da Paz às três crianças, desta vez, no poço do Arneiro. Recomendou-lhes que orassem muito e que oferecessem constantemente orações e sacrifícios ao Altíssimo.
Lúcia pergunta ao Anjo como se deveriam sacrificar e Ele respondeu que deviam fazer tudo o que estivesse ao seu alcance: “De tudo que puderdes, oferecei a Deus sacrifício em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e súplica pela conversão dos pecadores. Atraí assim, sobre a vossa Pátria, a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo, aceitai e suportai, com submissão, o sofrimento que o Senhor vos enviar”.

Passou novamente bastante tempo até que o Anjo da Paz surgiu novamente. Desta vez tinha um Cálice na mão esquerda sobre o qual estava suspensa uma Hóstia da qual caiam gotas de sangue para dentro do Cálice. O Anjo da Paz deixou o Cálice suspenso no ar, ajoelhou-se junto deles e repetiram três vezes a oração seguinte.

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

Depois levantou-se, pegou no Cálice e na Hóstia. Deu a Hóstia a tomar a Lúcia e o Cálice ao Francisco e à Jacinta e disse em simultâneo: “Tomai e bebei o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus”.

Lúcia retirou-se para um lugar solitário e ofereceu o seu sofrimento a Deus. Por vezes, a Jacinta e o Francisco encontravam Lúcia na sua amargura e os três ofereciam os seus sofrimentos a Deus.

Após Nossa Senhora ter-lhes dito que iam para o Céu, perguntou-lhes: – “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores”?
– “Sim, queremos”. – Assim responderam os três, afirmativamente.
– “Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto”.
Nossa Senhora pediu-lhes para guardarem segredo sobre aquela conversa.

Na aparição de 13 de julho, Nossa Senhora revelou-lhes o segredo e para reanimar o fervor decaído de Lúcia, disse-lhe: “Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei a Jesus, muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.

A Lúcia encontrou um pedaço de corda grossa e áspera caída num caminho, atou-a a um braço e verificou que a corda magoava, então sugeriu que a usassem como um instrumento de penitência e ofereceu aquele sacrifício a Deus. O Francisco e a Jacinta aderiram também àquela prática penitencial, dividiram a corda em três partes e usavam-na atada à cintura. A Jacinta não desistia de usar a corda nem mesmo quando lhe causava mais dor e a persuadiam a retirá-la, reagia assim: “Não! Quero oferecer este sacrifício a Nosso Senhor, em reparação e pela conversão dos pecadores”.

Enquanto a Jacinta apanhava ervas tocou em urtigas que a picaram. Disse aos outros dois que aquelas ervas também poderiam servir para se sacrificarem. Desde então, de vez em quando, apanhavam urtigas, batiam com elas na pele das pernas e ofereciam aquele sacrifício.

Desde a última aparição, a de 13 de outubro, que os videntes eram visitados quase diariamente com pedidos de proteção a Nossa Senhora, orações conjuntas e perguntas. Por vezes, insistiam e Lúcia precisava de fazer um esforço extraordinário para os atender e oferecia o sacrifício a Deus: “É por vosso amor, meu Deus, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria, pela conversão dos pecadores e pelo Santo Padre”.

Os três fizeram o sacrifício de passar sede. A Jacinta e a Lúcia faziam-no pela ocasião de uma novena ou durante um mês inteiro. Uma vez, disse Jacinta: “Nosso Senhor deve estar contente com os nossos sacrifícios, porque eu tenho tanta, tanta sede! Mas não quero beber; quero sofrer por Seu amor”.

Quando os três se prostravam para rezar a oração do Anjo da Paz, o Francisco era o primeiro que se cansava da posição, mas permanecia de joelhos ou sentado, rezando também, até que Jacinta e Lúcia terminassem.

Na aparição de junho, Nossa Senhora pediu-lhes que voltassem àquele local no dia 13 do mês seguinte, que rezassem o terço todos os dias e aprendessem a ler.

Na aparição de julho, Nossa Senhora pediu-lhes que fossem ali no dia 13 do mês seguinte, continuassem a rezar o terço todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz no mundo e o fim da guerra porque só Ela lhes poderia valer.
Nossa Senhora pediu-lhes: “Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.

Nossa Senhora pediu-lhes para irem à Cova da Iria no dia 13 de cada mês e para continuarem a rezar o terço todos os dias, no último mês fará um milagre para que todos acreditem.
Nossa Senhora pediu-lhes ainda para fazerem dois andores, um deveria levá-lo Lúcia, Jacinta e outras duas meninas, o outro andor deveria levá-lo o Francisco e outros três meninos.
Mesmo antes de partir acrescentou: “Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios por os pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas”.

Na aparição de setembro, assim que Nossa Senhora surgiu sobre a azinheira, disse-lhes: “Continuem a rezar o terço todos os dias, para alcançar o fim da guerra.

Em outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus para abençoarem o Mundo. Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda; trazei-a só durante o dia”.

Os deveres de Francisco e Jacinta

Passaram sede durante um dia de verão muito quente enquanto pastavam as ovelhas numa pastagem longe de casa. Nesse dia Jacinta teve dores de cabeça. Francisco persuadiu-a para que aceitasse aquelas dores como um sacrifício pela conversão dos pecadores.

sofrimento como um sacrifício a Jesus pela conversão dos pecadores, ele dizia: “Ó meu Jesus, é por Vosso amor e pela conversão dos pecadores” e Jacinta dizia “Ó meu Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, pelo Santo Padre e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.

Depois de terem sido interrogados por três cavalheiros, em jeito de despedida, pediram-lhes ainda para se resolverem a contar o segredo senão o Sr. Administrador estaria disposto a matá-los. A Jacinta não se deixou intimidar e respondia que dessa maneira iam para o Céu mais cedo.
Quando uma tia de Lúcia se propôs a levá-los para sua casa, para evitar o Administrador de Ourém e o que ele poderia fazer, os três negaram a sua proposta e responderam que se os matassem, iriam para o Céu.

O estado de saúde do Francisco e da Jacinta começou a agravar-se. A Jacinta não dizia à sua mãe os seus sintomas, sentia uma grande dor no peito, e oferecia aquele sofrimento por Nosso Senhor, em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria, pelo Santo Padre e pela conversão dos pecadores.
Jacinta mencionou que certa noite ofereceu muitos sacrifícios a Nosso Senhor, não sabia quantos, porque teve muitas dores e nunca se lamentou.

O Francisco sofria em silêncio e com paciência, fazia os mesmos sacrifícios de Jacinta e Lúcia e poucas vezes lhes sugeria alguma coisa. Sofria tudo por amor a Nosso Senhor e a Nossa Senhora. A prática penitencial da corda e os jejuns foram substituídos pela sua doença.

A Jacinta fazia ainda o sacrifício de contrariar a vontade, por exemplo, quando a mãe lhe deu a escolher entre tomar leite ou comer uvas, escolheu o leite de que não gostava.
Certa noite fez o sacrifício de não se voltar na cama e por isso não conseguiu dormir nada.

Jacinta esteve internada nos hospitais de Vila Nova de Ourém e Lisboa.
Muito antes ter sido tomada a decisão de internamento hospitalar, ela já sabia, da parte de Nossa Senhora, que ia ser internada em dois hospitais e contou a Lúcia: “Nossa Senhora quer que eu vá para dois hospitais; mas não é para me curar, é para sofrer mais por amor de Nosso Senhor e pelos pecadores”.

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