Os deveres de Lúcia

Lúcia sentia-se amargurada, desprezada e insultada pela própria família.
Sua mãe insistia cada vez mais para que fosse confessar que a aparição de maio era mentira. Todas esses sofrimentos eram sacrifícios que oferecia a Deus e a faziam sentir-se aleviada.
Nossa Senhora consolou-a e encorajou-a, acrescentando que nunca a deixaria e o Imaculado Coração de Maria seria o seu refúgio e o caminho que a conduziria a Deus.
A Jacinta também a consolou e explicou-lhe que aqueles sacrifícios eram concerteza os que tinham sido anunciados pelo Anjo da Paz e serviam para reparar a Deus e converter os pecadores.

Quando o pároco da freguesia soube dos acontecimentos, das aparições de maio e junho, mandou dizer à mãe de Lúcia que a levasse a sua casa.
A mãe de Lúcia aproveitou a ocasião para pressionar Lúcia a confessar que tinha mentido.
Depois do interrogatório, o Pároco não se sentiu convencido de que aquelas revelações tivessem vindo do Céu.
Considerou que poderiam ter sido enganados pelo demónio e esperava que o futuro lhes revelasse algo mais concreto.

A Lúcia sentia um desgosto tremendo sempre que uma das suas irmãs a chamava para falar com alguém que tinha vindo à sua procura.
Consolova-se oferecendo aquele desgosto como um sacrifício a Deus.

Quando a mãe de Lúcia lhe batia, justa ou injustamente, oferecia esse sofrimento como um sacrifício a Deus.

Lúcia recebeu a visita de um homem muito alto que lhe causava medo. Ele pediu-lhe que o acompanha-se ao local das aparições. Aí, os dois, rezaram um terço e ele pediu uma graça a Nossa Senhora.
Depois de o homem ter ido embora, Lúcia continuou assustada.
Mais tarde, na aparição de 13 de outubro, voltou a ver o tal homem.
Lúcia ficou surpreendida, a graça que ele tinha pedido concretizou-se e voltara para pedir uma benção.

A Lúcia era uma católica devota, assídua às suas obrigações religiosas.
Por vezes, a necessidade de uma confissão tornava-se um sacrifício, para além disso, preferia confessar-se a um sacerdote de fora.

Quando a mãe de Lúcia ficou gravemente doente, ao ponto de a julgarem uma agonizante, todos os seus filhos lhe foram pedir uma, suposta, última benção. Quando chegou a vez de Lúcia, sua mãe ficou muito transtornada ao ponto de suas irmãs a terem retirado do quarto e proibido de lá voltar, tal era o desgosto em que viam sua mãe de tal forma perturbada. Lúcia sentiu-se profundamente amargurada e ofereceu aquele sacrifício a Deus.
Quando as duas irmãs mais velhas de Lúcia viram sua mãe sem nenhumas melhorias, puseram Lúcia à prova: se ela de facto viu Nossa Senhora, então peça-Lhe a cura de sua mãe. Lúcia podia prometer o que ela bem entendesse.
Se a cura se concretizasse, elas pagariam a sua promessa (fariam o que Lúcia prometera) e acreditariam nas aparições de Nossa Senhora. Lúcia pediu a Nossa Senhora a cura de sua mãe.
Ao fim de três dias o seu pedido concretizou-se e elas pagaram a promessa de Lúcia.

Quando o pai de Lúcia morreu, ela ficou profundamente transtornada, a sua dor era tal que chegou a considerar que também estaria a morrer.
Ofereceu aquele sofrimento por amor a Deus, em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria, pelo Santo Padre e pela conversão dos pecadores.

Lúcia considerou uma aurora boreal como sendo o sinal previamente anunciado de que a guerra ia começar. Começou a promover a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados e a Consagração da Rússia.

Jacinta relembrou Lúcia do seu dever de propagar a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Diz-lhe que quando o fizer não se deve esconder e deve dizer ainda a toda a gente que Deus nos concede as graças por meio do Imaculado Coração de Maria e é a quem as devem pedir.
O Sagrado Coração de Jesus quer que ao seu lado se venere o Imaculado Coração de Maria.

Jesus quer servir-se de Lúcia para que conheçam e amem a Nossa Senhora.

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