Inspirações, desejos e visões de Jacinta

Jacinta exclamava que haveriam de fazer muitos sacrifícios pelas almas que estavam no inferno e bendizia a Nossa Senhora, bem como a sua promessa de os levar para o Céu.


Jacinta manifestou várias vezes que gostaria de ver o Santo Padre.


Jacinta pediu a Lúcia para dizer à Administração em Ourém, no caso de a quererem matar, que eles eram como ela e também queriam morrer.

Desejava que os seus pais a tivessem visitado quando esteve na prisão em Ourém.


A mãe de Francisco e Jacinta entregou a tarefa do pastoreo ao seu filho João. Assim deixou de ser necessário chamar constantemente os dois filhos mais novos e enviar um substituto sempre que aparecia alguém para falar com eles.
Foi uma decisão dolorosa para Jacinta porque não queria falar com todas as pessoas que a procuravam, preferia estar junto de Lúcia o dia inteiro.


Na escola, durante o recreio, Jacinta gostava de visitar o Santíssimo Sacramento, mas quando entrava na Igreja surgia-lhe uma quantidade de pessoas para a interrogar.

Jacinta desejava passar muito tempo sozinha com o Jesus escondido, mas nunca era possível porque as pessoas que os abordavam não deixavam que isso fosse possível. Desviavam-lhes a atenção para as suas necessidades, aflições e problemas pessoais. A Jacinta reagia com pena e por vezes exclamava: “Temos de rezar e oferecer sacrifícios a Nosso Senhor para que o converta e não vá para o inferno, coitadinho!”


A Jacinta tentava evitar as pessoas que os procuravam e fazia-o sempre que possível.

Quando o Padre Cruz visitou os pastorinhos para os interrogar, ensinou a Jacinta e a Lúcia uma ladainha de jaculatórias. Jacinta escolheu estas duas jaculatórias que repetia frequentemente: “Ó meu Jesus, eu Vos amo” e “Doce Coração de Maria, sede a minha salvação”.


Jacinta desejava visitar Francisco, manifestou esse interesse em várias ocasiões, mas nunca o foi visitar.


Jacinta gostava muito que Lúcia fosse com ela para o hospital, mas entendeu que isso não seria possível e acrescentou: “Se calhar, o hospital é uma casa muito escura, onde não se vê nada; e eu estou ali a sofrer sozinha! Mas não importa, sofro por amor de Nosso Senhor, para reparar o Imaculado Coração de Maria, pela conversão dos pecadores e pelo Santo Padre”.


Quando chegou a momento de Francisco partir para o Céu, Jacinta pediu-lhe para dizer a Nosso Senhor e Nossa Senhora que tinha muitas saudades deles e que sofreria tudo o que Eles quisessem pela conversão dos pecadores e pela reparação do Imaculado Coração de Maria.


Quando Jacinta esteve no hospital manifestou interesse em ver Lúcia.
Na próxima visita, apesar dos inúmeros sacrifícios, sua mãe fez-se acompanhar de Lúcia. Jacinta ficou muito alegre com a sua visita.


When Jacinta was about to go to the hospital in Lisbon, she asked Lúcia to pray a lot for her to console her, because she would not see her again, because she would not visit her and because she would die alone.

Jacinta deu a entender que antes de morrer gostaria de receber o Jesus escondido. Uma vez no Céu, era seu desejo amar muito a Jesus, o Imaculado Coração de Maria, pedir muito por Lúcia, pelos pecadores, pelo Santo Padre, pelos pais, pelos irmãos e por todas as pessoas que pediram a Nossa Senhora por sua intercessão.

Nossa Senhora apareceu a Jacinta quando já estava no hospital, disse-lhe o dia e a hora em que morreria.
Jacinta, em recado a Lúcia, recomendou-lhe que fosse muito boa.


A visão do inferno horrorizou-a de tal forma ao ponto de considerar que todas as penitências e mortificações não valiam quase nada para conseguir libertar algumas almas do inferno.

Jacinta estava motivada para a prática da mortificação e penitência apesar dos seus seis anos de idade.
A única origem conhecida dessa motivação, segundo Lúcia, é a de que Deus concedeu a Jacinta uma graça especial por meio do Imaculado Coração de Maria e ainda por ter adquirido conhecimentos sobre o inferno por meio da visão que teve durante uma das aparições.


Frequentemente, com ar pensativo, dizia:
“O inferno! O inferno! Que pena eu tenho das almas que vão para o inferno! E as pessoas lá vivas a arder como a lenha no fogo!” e depois rezava a oração que Nossa Senhora lhe tinha ensinado:

O my Jesus, forgive us, save us from the fire of hell; lead all souls to Heaven, especially those who are most in need.

Jacinta gostava que Nossa Senhora mostrasse o inferno aos pecadores para que deixassem de pecar e pediu a Lúcia que fizesse esse pedido a Nossa Senhora.
Várias vezes, Jacinta mencionou, após um período de reflexão, que iam muitas almas para o inferno, dizia:
“Tanta gente a cair no inferno, tanta gente no inferno”!


No hospital de Lisboa, Jacinta mencionou que a classe de pecados que mais ofendiam a Deus eram os pecados de carne.


Jacinta teve uma visão do Santo Padre:
“Eu vi o Santo Padre em uma casa muito grande, de joelhos, diante de uma mesa, com as mãos na cara, a chorar.
Fora da casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias”.

Jacinta teve uma segunda visão do Santo Padre:
“Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não tem nada para comer? E o Santo Padre em uma Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar? E tanta gente a rezar com Ele?”

Jacinta teve uma visão da guerra: “Há-de morrer tanta gente! E vai quase toda para o inferno! Hão-de ser arrasadas muitas casas e mortos muitos padres”.

Jacinta pensava na guerra que havia de vir: “Nessa guerra que há-de vir, tanta gente há-de morrer e ir para o inferno. Que pena! Se deixassem de ofender a Deus, nem vinha a guerra, nem iam para o inferno!”


Enquanto esteve internada, Jacinta manifestou várias vezes que gostava de receber O Jesus escondido. Uma vez disse-o dessa forma e em outra ocasião, pouco tempo antes de ter ido para o hospital, que gostaria de receber O Jesus escondido na Igreja e acrescentou que se o Anjo da Paz fosse ao hospital levar-lhe a Sagrada Comunhão, ficaria muito contente.


On one occasion after Mass, Jacinta mentioned that she didn’t know what it was like, but she felt Our Lord inside her and understood what He was saying to her even though she couldn’t see or hear Him.

On another similar occasion, she mentioned that Our Lord was sad because we did not heed Our Lady’s request when she asked not to offend Him anymore, as He was already very offended, and no one paid attention, they continued committing the same sins.


Jacinta reprimanded anyone who, in her presence, said or did something displeasing to God. She would tell them: “Don’t do that, you offend God Our Lord; And He is already so offended!”
Other examples of Jacinta’s reaction were these:
“Don’t say that, it offends God Our Lord.”
“Don’t let your little children commit sins, they could go to hell.”
“Tell them not to do that, it’s a sin; that they offend God Our Lord and then they can condemn themselves.”


When the day came for Jacinta to leave for the Lisbon hospital, during the farewell, Lúcia felt heartbroken. Jacinta asked her to pray a lot for her until she went to Heaven, then she would pray a lot for her.
She also asked her not to tell the secret to anyone even if they tried to kill her and to love Jesus and the Immaculate Heart of Mary very much and make many sacrifices for sinners.

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